segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Obsessões; (01)

A obsessão está cada vez mais presente na nossa vida. Obsessões amorosas é o que mais há, se bem que geralmente dura pouco, assim como a relação. Sujeitos sentem-se donos de parceiros, dizem-se na obrigação de opinar sobre tudo, e argumentam maioritariamente com "Ela é minha. Anda como eu quero, faz o que me apetece." Isso nem merece contra-argumentação, pessoas menos dotadas de intelecto não têm culpa disso mesmo, embora devessem fazer com que esses pensamentos não passassem disso mesmo, puros pensamentos. 
Esforço-me para entender as demais situações, e já fui sujeito a várias delas, mas acabo sempre por não alcançar o objetivo. Sou o próprio a admitir que tenho também as minhas obsessões, mas tenho o discernimento de as restringir a bens materiais, e quem não o tem deveria fazer um esforço para o adquirir. Tratam parceiros como seres inferiores, e esses, coitados, imitando bons samaritanos, não dão a importância devida para evitar conflitos.
A esses "samaritanos" peço que mudem, embora o mal não seja vosso, devem mudar de maneira a mudar os outros. Se continuam a não dar importância ao que vos sujeitam, é como se a lei da inércia se aplicasse à situação. Enquanto não houver quem contradiga quem se acha superior e dono de outro humano, a situação prolongar-se-á até sempre. Façam com que essas pessoas saibam que são tanto quanto vocês, que todos os humanos vivem no mesmo patamar, ou deviam. Teoricamente, isto aplica-se. 
Não sou eu que vou mudar o mundo, mas posso ser eu a mudar o meu mundo e os dos que me rodeiam.