quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

É só para informar que parte dos textos  não têm um destinatário. Alguns não são para ninguém em particular.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Uma carta para ti;

Escrevo com as forças que me restam e com toda a dedicação. Tento usar toda a minha imaginação para expressar o necessário e justificar o que sinto. Escrevo com os sentimentos e não com a consciência. Não me preocupo se faço bem ou mal, quero apenas acabar com isto. Quero que saibas o que sinto e quero saber o que sentes. Quero que saibas tudo sobre mim assim como quero saber tudo sobre ti. Quero que continues a meu lado sabendo o que sinto. Quero que nunca me abandones mesmo que não seja reciproco. Todos os meus sentimentos estão selados nessa carta, mas nunca me abandonarão.Sei que não
é possível deixar de sentir, resta-me retirar-lhes importância na minha consciência, mesmo sabendo que no «coração» a intensidade se mantém. Esta carta será o meu tesouro até entender que é hora de to entregar, se houver esse dia. Estou agora sujeito à exposição e ao teu olhar. Nunca antes soubeste tanto sobre mim. Nunca soubeste a intensidade dos meus sentimentos. Nunca soubeste a razão dos meus sentimentos. Nunca os soubeste interpretar. Fecho o envelope e sinto-me aliviado. Desabafei contigo, só ainda não ouviste.

I'll wait for you.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma história de (...)

Amei. Amei e não me arrependi. Todos os meus sentidos se apuravam quando perto de ti. Nunca antes para mim foi tão importante sentir o toque das tuas mãos. Nunca antes um cumprimento fora tão sentido quanto este. Nunca antes o cheiro do teu cabelo me fascinara tanto. Nunca antes me senti assim (...)
Toco-te mas foges, chamo-te mas não me olhas, peço-te explicações mas não mas dás. Com um sorriso te despedes. Descubro as tuas origens e a tua intimidade, sinto o teu carinho e bondade, identifico a tua finalidade e agradeço-a.
Sais fisicamente. Mas ficas, sentimentalmente. É-me impossível colocar-te entre a espada e a parede, o meu coração não aceitaria e o meu corpo não se conformaria. Não te dou a escolher, não te pressiono, espero. Dou-te a liberdade que nunca tinha dado, esse teu espaço que tanto aprecias. Ficas distante, fria. Eu fico magoado, inconsolável. Voltas por piedade, não suportas ver-me triste. Dás-me a mão e beijas-me o rosto. Abraças-me, e é nesse momento que me passa pela memória todos os momentos vividos a teu lado, todos os obstáculos vencidos e todos os minutos passados a admirar-te, a venerar-te, a tentar ser igual. O meu objetivo não foi atingido. Acabou, abandonas o meu mundo e sinto-me desprotegido, mas estranhamente feliz. Fiz de ti uma pessoa concretizada enquanto quiseste. Ou pelo menos acho que o fiz, e se isso não aconteceu, nunca me foi transmitida a mensagem. Tudo isto são lembranças do passado. Posso dizer que me orgulho dele, só porque caminhei a teu lado durante vários momentos da minha vida. Para mim nunca deixarás de ser o meu porto de abrigo.

No meu reino comandam as saudades, ordenadas pela nostalgia do rei.

"O tempo não para. Só a saudade faz as coisas pararem no tempo." Mário Quintana

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Obsessões; (01)

A obsessão está cada vez mais presente na nossa vida. Obsessões amorosas é o que mais há, se bem que geralmente dura pouco, assim como a relação. Sujeitos sentem-se donos de parceiros, dizem-se na obrigação de opinar sobre tudo, e argumentam maioritariamente com "Ela é minha. Anda como eu quero, faz o que me apetece." Isso nem merece contra-argumentação, pessoas menos dotadas de intelecto não têm culpa disso mesmo, embora devessem fazer com que esses pensamentos não passassem disso mesmo, puros pensamentos. 
Esforço-me para entender as demais situações, e já fui sujeito a várias delas, mas acabo sempre por não alcançar o objetivo. Sou o próprio a admitir que tenho também as minhas obsessões, mas tenho o discernimento de as restringir a bens materiais, e quem não o tem deveria fazer um esforço para o adquirir. Tratam parceiros como seres inferiores, e esses, coitados, imitando bons samaritanos, não dão a importância devida para evitar conflitos.
A esses "samaritanos" peço que mudem, embora o mal não seja vosso, devem mudar de maneira a mudar os outros. Se continuam a não dar importância ao que vos sujeitam, é como se a lei da inércia se aplicasse à situação. Enquanto não houver quem contradiga quem se acha superior e dono de outro humano, a situação prolongar-se-á até sempre. Façam com que essas pessoas saibam que são tanto quanto vocês, que todos os humanos vivem no mesmo patamar, ou deviam. Teoricamente, isto aplica-se. 
Não sou eu que vou mudar o mundo, mas posso ser eu a mudar o meu mundo e os dos que me rodeiam.