quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Estranha sensação;

Sinto um vazio dentro de mim, mas não sei o que me falta. Não mudou nada de ontem para hoje, excepto a minha felicidade. Repentinamente deixou de existir, ou pelo menos deixei de a ver. Tornou-se invisível para os meus olhos e intocável para o meu coração. Tento saber o que mudou, o que absorveu a minha felicidade ou quem ma tirou. É um sentimento impossível de se explicar, aquele sentimento que só quem já o sentiu sabe; Triste por razão nenhuma, é como me encontro. Desespero e tento aliviar a tensão. Pego numa caneta e escrevo um texto com uma fluidez sobrenatural, como nunca antes tinha acontecido. Sai algo confuso, algo que nem de texto pode ser chamado, um misto de palavras e figuras que me são familiares. Tento entender o que escrevi mas não consigo, estou demasiado cansado. Deito-me, não consigo dormir. Estou no pior ponto possível, demasiado cansado para ter a devida concentração, mas não o suficiente para adormecer de imediato. Enquanto escrevo este texto a tristeza vai abandonando o meu corpo, mas sinto que ainda está à minha volta, e que a qualquer momento me vai invadir de novo com a sua máxima força e impiedade. Não sei se hei-de deixar essa tristeza tomar conta de mim, ou se me faça de forte e tente derrotá-la. Volto para a cama e espero pelo sono. Certamente que isto não acabará assim...

(O texto é ambíguo e confuso, propositadamente. É como me sinto;)

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