O elo é quebrado. Um misto de sentimentos apodera-se de mim, a saudade deixa-me triste mas a
traição¹ deixa-me enraivecido. Erro continuamente e constantemente até esfriar as ideias e dar uso àquilo que me distingue dos animais: Raciocínio. Analiso como todos os dias foram passados e identifico os problemas, prometo a mim que nunca os voltarei a cometer. Organizo as ideias e dou mais importância ao bem que foi feito. Afinal, nem tudo tinha sido mau. O carinho esteve presente, embora em algumas situações fosse encoberto pelos ciumes. Não posso voltar atrás, nem quero. Acredito que faça tudo parte do destino, tem de haver uma razão para tudo. Certamente que há como explicar porque é que uma pessoa perdida num entroncamento toma uma decisão. Senti-me semelhante. Tinha quatro caminhos possíveis e só podia escolher um. Não há retorno, uma vez decidida a direção não posso
dar o braço a torcer e voltar. Segui em frente, sabendo que pouco ou nada me parava, que era mais forte que todos os meus obstáculos e que era assim que me devia sentir. Naquele momento, senti-me mais forte do que nunca. Imortal, por momentos. Até que me apercebi que nada do que tinha feito era lógico e que afinal não tinha consumado mais do que aquilo que os animais fazem: ceder a um impulso. O arrependimento abalou-me, mas não podia deixar de lado o meu orgulho. Sentir-me-ia menos poderoso se o fizesse. Decido parar na estrada. Deito-me no chão, já de noite, e observo as estrelas. A minha confiança nelas era plena. Alguém tinha de olhar por mim lá de cima. Reflicto e volto para trás a correr, até chegar ao cruzar dos destinos. Quatro novos caminhos que certamente iam marcar a minha vida: Optar pela esquerda ou pela direita estava fora de questão, ir para os lados é sinal de quem tem medo de enfrentar o sucedido. Tudo se resumiu àquele momento: ou enfrentava as coisas e dava o braço a torcer, ou afastava-me de
ti e ficava
à mercê dos Deuses. Deixo o orgulho de lado e volto à origem. Nunca me tinha sentido tão reconfortado e alegre, adorado pelo meu bem mais precioso e admirado por quem por lá passou. Desde aí a minha vida tem sido uma estrada reta, com umas rotundas mas fáceis de contornar. Fico com ela até o fim dos meus dias. Acabo a história com uma memória final: deitado, numa cama,
velho, e de mãos dadas com ela. Abraço-a e digo: "Espero-te do outro lado. Uma vida é curta demais para todo o nosso amor, não pode ficar por aqui."
1 - Traição sentimental; em nada tem a ver com traições fisicas.
Confuso, quem sabe absurdo. Foi o que senti e isso não posso mudar. Não fui eu que mandei na minha mente, mas sim o oposto.
Erros sintáticos deverão ser comuns neste texto, peço a compreensão.
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